ANSIEDADE X REINO DE DEUS

Da importância que há em sermos Imagem e Semelhança de Deus – Buscar o Reino de Deus em primeiro lugar – A cura para ansiedade.

“25 Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? 26 Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai Celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? 27 Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? 28 E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. 29 Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. 30 Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé? 31 Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? 32 Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; 33 buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. 34 Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.”

Mateus 6.24-34

A sociedade atual é marcada por processos acelerados, provocados por diversos fatores como, por exemplo, a velocidade das respostas tecnológicas, a comida fast-food, os aplicativos de mensagem instantânea, acesso rápido às milhares de informações – muitas vezes irrelevantes – contidas na rede mundial de computadores, entre outros.

Recordo-me de que há apenas alguns anos, esperávamos com paciência pela resposta a um e-mail enviado. Hoje, guiados, por exemplo, pela simples informação de que alguém já leu a mensagem que enviamos, nos sentimos incomodados quando a resposta demora mais que 5 minutos.

No texto de Mateus 6.25-34, o autor das palavras, Jesus Cristo, adverte seus interlocutores a respeito de um grande mal chamado Ansiedade.

As palavras foram ditas há mais de 2 Mil anos, mas parecem atuais, e são. É certo que nos dias de Cristo não haviam os agravantes de que já falamos, mas, mesmo assim, podemos observar que o ensinamento messiânico era direcionado a um povo ansioso.

Podemos concluir então que a ansiedade afeta as pessoas de qualquer geração, desde o passado mais remoto até os dias atuais e pode piorar ainda mais se não observarmos bem os detalhes daquilo que foi ensinado por Jesus.

NÃO ANDEIS ANSIOSOS PELA VOSSA VIDA

Comida, bebida e sustento, são as palavras que Jesus se utilizada na tentativa de convencer os discípulos de que não devem andar preocupados, ansiosos.

No livro de Gênesis, nos deparamos com o cuidado de Deus com o homem. Observamos como Deus cuidou dos mínimos detalhes da criação e, o mais importante de tudo, como Ele fez toda a Terra, todo o ambiente do planeta, antes de criar o homem.No livro dos Salmos 8.4 e 5, podemos ver a importância que Deus dá ao homem.

4 que é o homem, que dele te lembres? E o filho do homem, que o visites? 5 Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste.

Nosso Deus se preocupa com a humanidade e devemos sentir-nos bem cuidados e cercados por Ele. Precisamos aprender a descansar no Senhor, isto é, dedicar um dia para pensar em todas as coisas que Ele nos tem dado e como tem cuidado de nós.

NÃO VALEIS VÓS MUITO MAIS DO QUE AS AVES?

Somos imagem e semelhança de Deus. Ser parecido com alguém tão especial como o nosso Senhor é motivo de alegria.

Em Gênesis 1.26 está escrito: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”, mas de que forma podemos entender isto?

Deus, após concluir a sua obra no Éden, precisaria de alguém que pudesse ser o seu representante na Terra. Estes somos nós, feitos à sua Imagem para que pudéssemos exercer domínio sobre toda a criação. Este domínio abrange não apenas a possibilidade de extrairmos do planeta o nosso alimento, mas também as capacidades de melhorar o ambiente onde vivemos, criar técnicas de cultivo do solo ou mesmo de manipular a obra de Deus de tal forma que podemos criar remédios, por exemplo, para curar pessoas, animais e plantas ou mesmo erradicar doenças do mundo.A Semelhança, no entanto, diz respeito ao caráter ético do Senhor. O homem foi criado com capacidade para discernir o bem e o mal.

16 E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, 17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

Gênesis 2.16 e 17

No texto acima, as Escrituras Sagradas deixam claro o caráter ético que herdamos de Deus. Esta herança, na prática, nos faz diferentes dos animais. Não somos apenas seres viventes, somos filhos de Deus, criados com dons especiais, feitos à sua Imagem e Semelhança.

Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal.

Hebreus 5.14

O escritor do livro aos Hebreus afirma que são adultos aqueles que têm as faculdades para discernir o bem e o mal. O autor utiliza a palavra grega Teleiospara falar isso, substituída em português por Adultos. Teleios, conforme o dicionário bíblico de Strong, quer dizer: “que não carece de nada necessário para estar completo”, Strongs g5046.

Deus nos fez completos. Isto não é, senão, o cuidado de um pai? Sem dúvidas não precisamos estar preocupados, ansiosos, como nos ensinou Jesus.

HOMENS DE PEQUENA FÉ… BUSCAI EM PRIMEIRO LUGAR O SEU REINO E A SUA JUSTIÇA

Jesus conclui seu sermão associando a ansiedade do homem à sua falta de fé.

De fato, podemos nos perguntar: Como pode alguém cercado de tantos cuidados ainda andar ansioso e preocupado com coisas terrenas?A cura para este mal, proposta por Cristo, é ocupar-se com aquilo que realmente é importante, o Reino de Deus.

20 Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. 21 Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós.

Lucas 17.20 e 21

O Reino de Deus é imaterial, invisível e está dentro de nós. Desta forma, apenas pela fé, podemos acessá-lo. Ter fé, ao contrário do que a ciência secularista tem ensinado, não é algo que desqualifica o homem, mas a forma como Deus nos capacitou para observar as coisas espirituais. Se faltar-lhe fé, sem dúvidas, faltar-lhe-á espiritualidade.

Ser invisível é diferente de ser inexistente. Observe o vento, por exemplo. Ele não pode ser visto, mas o sentimos fluir através do corpo, nas árvores e nas ondas do mar, mesmo antes que existisse qualquer ferramenta para observá-lo em laboratório. Através dessa analogia podemos crer que o Reino de Deus não pode ser visto, mas pode ser experimentado e exerce poder sobre tudo o que nos rodeia.

Deus construiu um Reino dentro de nós para extrairmos e pô-lo para fora através de uma vida dedicada à Ele.

Somente vivendo para Cristo, dando a Ele o primeiro lugar em nossas vidas é que poderemos desfrutar de uma vida saudável, isto é, sem ansiedade e tendo certeza de qual a nossa posição neste mundo.Vivamos, portanto, sem ansiedade, mas dedicando a vida ao Reino de Deus.

Guilherme Tavares, Eklésia Ministério Internacional

A paquistanesa cristã que passou 9 anos na prisão por causa de um gole d’água

Em 2010, Asia Bibi foi condenada à morte por supostamente ter insultado o profeta Maomé e o Islã durante uma discussão com colegas de trabalho.

Cristã Asia Bibi, que foi condenada à morte em 2010, em foto de arquivo. — Foto: Associated Press

Asia Bibi deixou a casa que dividia com o marido e os filhos e foi trabalhar em uma fazenda na aldeia de Ittanwala, a cerca de 60 km de Lahore, cidade importante do Paquistão. O local onde trabalhava é cercado de campos verdes e árvores frutíferas.

Asia trabalhou como agricultora como muitas mulheres da aldeia. Era um dia de junho de 2009 e os trabalhadores, exaustos após horas colhendo frutas sob o sol escaldante, pararam para descansar. Alguém pediu para que Asia fosse pegar um pouco de água em um poço próximo. 

Ela saiu de jarro na mão e, quando voltou, bebeu um pouco de água antes de servir seus colegas muçulmanos. Eles ficaram furiosos. 

Asia é cristã, e no Paquistão muitos muçulmanos conservadores não gostam de comer ou beber junto de pessoas de outras religiões. Para eles, quem não acredita em Alá é impuro. 

Os colegas de Asia disseram que ela era “suja” e não era digna de beber no mesmo copo que eles. Houve discussão, e termos fortes foram ditos por ambos os lados. 

Cinco dias depois, a polícia invadiu a casa de Asia e a acusou de insultar o profeta Maomé, principal símbolo do Islã, acusação feita também por um clérigo da aldeia.

Reunida em frente à residência de Asia, uma pequena multidão começou a agredi-la na frente da polícia, e ela acabou presa sob a acusação de blasfêmia. Durante o julgamento, em 2010, ela se disse inocente, mas acabou sentenciada à morte. Asia passou os últimos nove anos de sua vida em confinamento solitário. 

No Paquistão, a punição por blasfêmia contra o Islã e seu profeta pode ser a prisão perpétua ou a morte. Mas muitas vezes essas acusações são utilizadas como forma de vingança por conflitos pessoais. Acusados de blasfêmia, juntamente com as famílias, sofrem represálias e ataques mesmo antes de irem a julgamento. 

Desde a prisão dela a família de Asia vive escondida e fugindo.

“Se um parente querido está morto, o coração consegue se curar depois de algum tempo. Mas quando uma mãe está viva, e ela se separa de seus filhos… A maneira como a Asia foi tirada de nós, a agonia é infinita”, explicou Ashiq, marido de Asia, à BBC News.

Enquanto conversávamos na varanda, Ashiq tentava se manter calmo, mas seu rosto tinha um ar sombrio. “Nós vivemos sempre com medo de alguma coisa acontecer conosco, há sempre um sentimento de ansiedade e insegurança. Eu deixo as crianças irem à escola, mas não deixo elas brincarem do lado de fora. Nós perdemos nossa liberdade”, afirmou. 

Apesar de anos de insegurança e incerteza, Ashiq nunca desistiu da esposa. “Perdi minha liberdade, meu sustento e minha casa, mas não estou pronto para perder a esperança. Vou continuar lutando pela liberdade de Asia”, disse, há quase um ano.

Apoiadores do Tehreek-e-Labaik Paquistão (TLP), um partido político religioso, entoam palavras de ordem durante um protesto contra a decisão do tribunal de anular a condenação da cristã Asia Bibi, em Lahore, nesta quarta (31) — Foto: Arif Ali / AFP

No ano passado, em 31 de outubro, nove anos depois da prisão de Asia, as orações de Ashiq foram finalmente respondidas. 

Contra as expectativas de milhares de muçulmanos conservadores, a Suprema Corte do país revogou sentença anterior por falta de provas e permitiu que Asia Bibi fosse libertada. 

Em poucas horas, indignados com a decisão histórica, manifestantes tomaram as ruas exigindo a morte de Asia Bibi.

Por três dias consecutivos, os manifestantes tentaram submeter o governo e a nação à sua vontade. As principais estradas foram bloqueadas, carros e ônibus foram incendiados, pedágios, saqueados e policiais acabaram atacados pela multidão.

Particularmente na província oriental de Punjab, muitos escritórios, empresas e até mesmo escolas foram forçados a fechar as portas. 

O país assistiu às cenas de violência com horror enquanto o governo pouco aparecia. No início, o primeiro-ministro Imran Khan, em um discurso na televisão, emitiu uma advertência aos manifestantes, dizendo para eles não “entrarem em conflito com o Estado”. 

Mas depois de três dias de caos crescente, o governo disse que, para evitar qualquer derramamento de sangue, eles fariam um acordo com os líderes da revolta. 

Imediatamente após a libertação da Asia, o líder religioso Khadim Hussain Rizvi e seu partido político de extrema-direita Tehreek-e-Labbaik Pakistan (TLP) usaram as mídias sociais para defender a desordem civil e a violência. 

Rizvi e seus partidários pediram que os juízes que absolveram Asia fossem mortos e encorajaram um motim entre os militares, declarando que o chefe do Exército era um apóstata – ou seja, ele teria renunciado ao islamismo. 

O líder também conseguiu apoio fora do círculo de seu partido. Vídeos nas redes sociais convocaram mais protestos, levando às ruas milhares de pessoas de diferentes segmentos sociais do Paquistão.

Asia Bibi em foto não datada divulgada pela família. — Foto: AP

Rizvi também acusou o Ocidente de encorajar a blasfêmia contra o Islã e seu profeta Maomé. Em um de seus tuítes, ele disse que as pessoas deliberadamente cometiam blasfêmia para conseguir dinheiro e receber asilo dos países ocidentais.

Em outubro, depois de três dias de demonstrações de força do TLP em todo o Paquistão, o governo cedeu: concordou em não se opor a uma petição para um novo julgamento de Asia e a proibiu de deixar o país.

A petição foi promulgada e os protestos cederam. Asia foi libertada da prisão, mas foi levada sob custódia protetiva. 

Ainda demorou três meses para ela ser finalmente posta em liberdade.

O líder conservador e o político liberal

Poucos anos antes, Khadim Hussain Rizvi não tinha tanta influência, pois trabalhava como clérigo em uma pequena mesquita local. Apesar de trabalhar para o governo, era tido como uma figura marginal. Mas ele começou a chamar a atenção por seus sermões controversos. 

Enquanto fazia sua orações, Rizvi frequentemente glorificava o assassinato de Salman Taseer, um proeminente político paquistanês que chegou a ser ministro das Indústrias e governador da província de Punjab. Ele acabou assassinado em 2011 por defender a liberdade de Asia e mudanças na legislação que prevê pena de morte por blasfêmia ao Islã. 

Como governador, Taseer visitou Asia Bibi na prisão de Sheikhupura em 2010. Em uma coletiva de imprensa na TV, com Asia sentada ao seu lado, Taseer apelou ao presidente do Paquistão para perdoá-la. 

Algumas semanas depois, em um dia frio de janeiro, Taseer foi assassinado por seu próprio segurança. No meio do movimentado mercado de Kohsaar, em Islamabad, Malik Mumtaz Hussain Qadri, um jovem policial, atirou no governador à queima-roupa, 27 vezes. 

Qadri se tornou um herói para milhões de muçulmanos conservadores. Logo depois do crime, ele se entregou à polícia, mas disse não ter qualquer arrependimento – estava cumprindo um “dever religioso”, disse.

“A punição para a blasfêmia é a morte”, afirmou aos policiais.

Em seu julgamento, que foi realizado dias depois, Qadri foi aplaudido por centenas de fãs e regado com pétalas de rosa. Ele foi condenado à morte e executado em 2016. 

Já Rizvi acabou sendo demitido de seu trabalho como clérigo por causa dos sermões que elogiavam Qadri como se ele fosse mártir. Então Rizvi se voltou para a política e fundou seu próprio partido, o TLP.

Foto de 19 de março mostra propaganda em Bordeaux, na França, em homenagem a Asia Bibi, cristã condenada à morte por blasfêmia no Paquistão — Foto: Nicolas Tucat/AFP

Meses depois de estabelecer o partido, os ativistas de Rizvi bloquearam uma rodovia principal, paralisando a capital Islamabad por 20 dias. Rizvi acusou o governo de blasfêmia depois que uma referência ao profeta Maomé foi deixada de fora de uma versão revisada do juramento eleitoral. 

Assim, na eleição do ano passado, o até então pequeno partido populista, declarando-se defensor da honra de Maomé, atraiu mais de 2 milhões de votos. Ao longo da campanha, seus cartazes e faixas exibiam fotografias de Qadri, idolatrado como um mártir da causa religiosa. 

Nos últimos 30 anos, blasfêmia contra o profeta Maomé levava à pena de morte no Paquistão, mas ninguém havia sido executado.

Há ao menos 1.549 casos conhecidos de pessoas acusadas por blasfêmia contra Maomé ou profanação do Alcorão, segundo o Centro Paquistanês de Justiça Social.

Desses casos, 75 pessoas acusadas por esses crimes foram assassinadas antes mesmo de serem julgadas. Muitas foram mortas sob custódia da polícia ou linchadas pela multidão. 

Um desses incidentes ocorreu quase perto da cidade de Lahore, no pequeno município de Kot Radha Kishan, nome em homenagem a dois deuses hindus. 

Na região, os campos são verdes e exuberantes. A cada 800 metros em todas as direções, estão as altas chaminés fumegantes dos fornos de tijolos. Em cada um, centenas de blocos são empilhados em fileiras. 

Foi em um desses fornos que Shahzad e Shama Maseeh, um casal cristão acusado de blasfêmia, foi queimado vivo por uma multidão, em 2014. 

O jornalista local Rana Khalid relembra os eventos que levaram aos assassinatos. Ele aponta para uma pequena estrutura perto do forno de tijolos. “O casal estava trancado nessa sala se protegendo da multidão”, ele conta. 

Liderada por um clérigo local, a multidão estava furiosa: vários membros subiram no telhado e abriram caminho pelo teto. O casal foi arrastado para fora.

“Eles foram brutalmente espancados com paus e tijolos e arrastados pelos homens raivosos da aldeia até o forno de tijolos e jogados lá dentro”, descreve o jornalista.

Shama estava grávida de quatro meses. 

A multidão acreditava que um dia antes Shahzad e Shama haviam queimado várias páginas do Alcorão, junto com o lixo. A família do casal nega, dizendo que eles estavam queimando documentos antigos. 

Cinco pessoas da aldeia, incluindo o clérigo local, foram condenadas à morte por terem assassinado o casal cristão. Outros oito moradores foram condenados a dois anos de prisão por incitar a violência.

Cristãos queimados vivos

Em 2009, no mesmo ano em que a Asia foi presa, Gojra ganhou as manchetes internacionais depois de uma série de ataques que teve como alvo o maior assentamento cristão da cidade. 

Provocada por rumores de que páginas do Alcorão haviam sido profanadas, uma multidão islâmica atacou e saqueou várias casas antes de incendiá-las. Oito cristãos foram queimados vivos. 

“Foi um dia triste. As acusações eram totalmente infundadas, mas a multidão estava furiosa. As pessoas não prestavam atenção no que as autoridades estavam tentando lhes dizer e a situação ficou fora de controle”, conta o ex-parlamentar Muhammad Hamza. 

Desde a introdução da pena de morte, o número de pessoas acusadas por blasfêmia vem aumentando massivamente, segundo o Centro Paquistanês de Justiça Social. 

“Sinto-me desanimado com a forma com que a lei está sendo usada contra pessoas vulneráveis”, diz Hamza. “A religião se transformou em uma ferramenta política poderosa, não é mais uma bênção, tornou-se uma maldição, infelizmente.”

Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/02/17/a-paquistanesa-crista-que-passou-9-anos-na-prisao-por-causa-de-um-gole-dagua.ghtml

PROVAS CIENTÍFICAS DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO?

Aspectos relevantes a respeito da historicidade dos relatos bíblicos da morte e ressurreição de Jesus Cristo.

O cristianismo é a maior religião do mundo e seus fiéis se multiplicam em número extraordinário diariamente em todas as partes do mundo.

Uma religião nascida em Israel, há dois milênios, que se expandiu rapidamente pelo Império Romano devido a diversos fatores decisivos e intitulados, pela Bíblia, por Plenitude dos Tempos, conforme Efésios 1:10, mas que contou com o maior dos fatos, divisor de águas, chamado Ressurreição de Cristo.

O maior dogma da cristandade é, sem dúvida, a morte e a ressurreição de Jesus, ocorridos na década de 30 em Jerusalém, Israel.A matéria da revista Veja de 3 de Abril de 2015, sob o título “Ressurreição:

“O grande dogma do cristianismo” afirma que a “ideia (da ressurreição) se fortalece com a passagem dos milênios”

O texto ainda diz que “a ideia da ressurreição foi a faísca do cristianismo” referindo-se ao fato de que este foi o principal motivador do crescimento da fé em Cristo.

Tudo isto, somado a um grupo de 11 homens, chamados apóstolos, e centenas de outros, fizeram com que metade do mundo conhecido na época se convertesse em apenas 200 anos. Todos eles foram homens e mulheres simples, pescadores, cobradores de impostos, donas de casa, empresários, entre outras pessoas comuns, que pregaram esse evangelho em troca de algo nada novo e – inclusive doando suas vidas em estacas, cruzes e outras mortes terríveis – que toda a humanidade considera o maior enigma de todos os tempos, A Vida Após a Morte.

Todas as religiões do mundo têm seus túmulos importantes a serem visitados, de seus maiores líderes e/ou fundadores que já morreram e, naqueles lugares estão sepultados. O cristianismo, no entanto, não tem um “Corpo de Cristo” para ser visitado e receber flores.

A morte de Jesus salvou a humanidade do pecado, mas a sua ressurreição construiu o maior paradigma que a ciência já pode enfrentar: pode alguém ressuscitar de entre os mortos?

Contudo, seria a ressurreição de Jesus Cristo verdade? É um fato?

Erroneamente o filósofo Ernst Bloch considera que o sucesso do cristianismo está mais conectado à promessa de vida eterna do que à moralidade do Sermão da Montanha. Um pouco de falta de alteridade pode fazer com que qualquer pessoa cometa um erro de observação como estes, pois o sermão da montanha não é apenas uma conjunto de textos que fala da moral humana, mas sim de um modo de vida que, para ser seguido, exige completo desprendimento de amores terrenos, algo para um defunto ou alguém que conheceu a morte e voltou.O Sermão da Montanha apresenta requisitos para quem quer viver a vida de Cristo. Desta forma, quem acertou ao falar da ressurreição de Cristo relacionada ao crescimento do Cristianismo foi o Apóstolo Paulo, que o estabelece como fundamento histórico para o sucesso ou fracasso do cristianismo, conforme 1 Co 15.14:

“E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé”.

Como podemos então saber se Cristo realmente ressuscitou? Para responder a esta pergunta, precisamos nos fazer outras semelhantes:

1. Jesus Existiu?

Existem centenas de documentos escritos na época de Cristo que referenciam a sua existência. Um importante documento chamado “Antiguidades dos Judeus”, de Flávio Josefo, notório historiador judeu, que não foi cristão, fala de Jesus e Tiago, seu irmão, como pessoas importantes entre 30 e 60 d.C.

2. Outras pessoas, contemporâneos de Jesus, morreram e tiveram seus túmulos encontrados?

Em reportagem, a Revista Época, no link http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR53166–6010,00.html, trás à tona uma recente descoberta, importantíssima para este caso: A Urna Mortuária de Tiago, irmão de Jesus. O objeto foi encontrado em escavações na cidade de Jerusalém com as seguintes inscrições:

“Tiago, filho de José, irmão de Jesus”.

Na mesma matéria são mencionadas outras importantes descobertas: uma laje com as inscrições:

“Poncio Pilatos, governador da Judéia, dedicou ao povo de Cesaréia um templo em homenagem a Tibério” .

ALÉM DISSO, ainda menciona a câmara funerária de Caifás, Sumo Sacerdote de Jerusalém. Ambos foram atores protagonistas no julgamento de Jesus onde Caifás acusa Cristo perante Pilatos.

Leia o relato de Mateus 26:57 e 27:1 e 2:

“E os que prenderam Jesus o levaram à casa de Caifás, o sumo sacerdote, onde se haviam reunido os escribas e os anciãos… Ao romper o dia, todos os principais sacerdotes e os anciãos do povo entraram em conselho contra Jesus, para o matarem; e, amarrando-o, levaram-no e o entregaram ao governador Pilatos”.

Dias antes de ser preso, Jesus predisse a sua morte e ressurreição e ainda falou com detalhe a respeito do que estava por acontecer: Mateus 20:17–19 – 

“Estando Jesus para subir a Jerusalém, chamou à parte os doze e, em caminho, lhes disse: Eis que subimos para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte. E o entregarão aos gentios para ser escarnecido, açoitado e crucificado; mas, ao terceiro dia, ressurgirá”.

3. Existem fatos históricos que comprovam a narração dos evangelhos?

Os romanos realmente crucificavam criminoso na época de Jesus, inclusive por crimes considerados de menor gravidade que o de Cristo.Além disso, nos dias atuais é possível visitar lugares importantes como a Via Crucis, Fortaleza Antônia, Sinédrio, Gólgota, entre outros, em Jerusalém, que provam os acontecimentos narrados.

4. Tem testemunhas?

Não apenas testemunhas, testemunhas oculares narraram que viram Jesus vivo, após ter sido executado e sepultado.

O método mais comum que vem sido usado para tentar dar descrédito às testemunhas é afirmar que todos eles não passavam de fanáticos. É certo, porém, que tal método não me parece muito imparcial, tampouco digno de crédito acadêmico uma vez que o historiador deve munir-se de conhecimento testemunhal, que é material historiográfico válido, quando não dispõem de objetos históricos como, por exemplo, fotografias, filmagens ou outros objetos de igual teor, como foi com o caso do assassinato do presidente americano John F. kennedy.

Veja uma lista de testemunhas oculares que podem ser encontradas nas Escrituras:

  • Maria Madalena; João 20:11–18, Marcos 16:9
  • Outras mulheres: Mateus 28:8–10
  • Pedro: Lucas 24:34
  • Dois discípulos no caminho para Emaús: Lucas 24:13–35
  • Dez discípulos: Lucas 24:36–43, João 20:19–24
  • Os 11 Apóstolos: João 20:24–29
  • Sete discípulos no Mar da Galileia: João 21:1–23
  • Quinhentas pessoas: 1 Co 15:6
  • Tiago: 1 Co 15:7
  • Os 11 apóstolos e mais outros na Ascensão: Atos 1:3–12
  • Paulo: Atos 9:3–8
  • João: Apocalipse 1:12–18

O número exato é difícil de calcular pois, em alguns textos, não são mencionadas as quantidades, mas estimamos um número aproximado de 650 pessoas. Um número considerado suficiente para justificar o motivo pelo qual a notícia se espalhou rapidamente pelo império romano.O Dr. Simon Greenleaf, desenvolvedor da Faculdade de Direito de Harvard, e escritor de ”Law of Evidence”, “Lei da Evidência”, analisou profundamente os quatro evangelhos em seu livro “The Testimony os the Evangelists “, “O Testemunho dos Evangelistas” através das “Regras de Provas Administradas nos Tribunais de Justiça”, e concluiu que: 

“É impossível que eles pudessem ter persistido na afirmação daquilo que narraram, se Jesus não tivesse realmente ressuscitado…”

5. Mas os livros da Bíblia são válidos e confiáveis? Não foram alterados? Os livros e cartas escritos são documentos históricos válidos?

Vimos que Jesus realmente existiu e, pela lógica, ele também morreu, quanto a isso não restam dúvidas e este fato, por si só, já dá credibilidade ao texto que narra a sua morte e ressurreição.

Para reconhecer a veracidade de um texto histórico e seu valor cientifico, precisamos analisar cuidadosamente o intervalo de tempo que existe entre a sua primeira cópia original e o seu mais antigo manuscrito encontrado. Ou seja, Quanto maior o intervalo de tempo entre o original e o manuscrito, maior a probabilidade daquele fato não ser verdade ou, pelo menos, ter sofrido alterações.Este é mais uma aspecto onde a Bíblia se mostra um documento sério. Veja na relação abaixo a comparação entre manuscritos bíblicos e outros documentos famosos:

  • Livro Guerras, de César: Original data de 58 a.C., Manuscrito que prova veracidade data de 850 d.C., 900 anos depois.
  • Livro Histórias, de Heródoto: Original data de 488–428 a.C., Manuscrito que prova veracidade data de 850 a.C., 1300 anos depois.
  • Tetralogia, de Platão: Original data de 427–347 a.C., Manuscrito que prova sua veracidade data de 900 d.C., 1250 anos depois.
  • Evangelho de João: Original data de 85 d.C., Manuscrito que prova sua veracidade data de 125 d.C., 30 anos depois.
  • Novo Testamento completo, de Cherter Papyri: Original data de 45–95 d.C., Manuscrito que prova a sua veracidade data de 150 d.C., 55 anos depois.

Agora que sabemos também que Jesus realmente morreu, foi sepultado e ressuscitou, torna-se importante lembrar que, conforme a narração dos evangelhos, há ainda uma possível narração a respeito da ressurreição de Cristo que não foi feita por nenhum do discípulos, mas por soldados romanos.

Essa é uma problemática muito séria, uma vez que derruba completamente os argumentos de que o corpo de Jesus fora roubado pelos discípulos durante a noite.

A narração Bíblica afirma que um destacamento de soldados romanos esteve guardando a sepultura durante os dias em que o seu corpo esteve ali depositado. Leia o texto de Mateus 27:62–66:

“62 No dia seguinte, que é o dia depois da preparação, reuniram-se os principais sacerdotes e os fariseus e, dirigindo-se a Pilatos, 63 disseram-lhe: Senhor, lembramo-nos de que aquele embusteiro, enquanto vivia, disse: Depois de três dias ressuscitarei. 64 Ordena, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia, para não suceder que, vindo os discípulos, o roubem e depois digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e será o último embuste pior que o primeiro. 65 Disse-lhes Pilatos: Aí tendes uma escolta; ide e guardai o sepulcro como bem vos parecer. 66 Indo eles, montaram guarda ao sepulcro, selando a pedra e deixando ali a escolta.”

Observe que o sepulcro foi, de fato, bem guardado. Haviam dois grupo que poderiam estar interessados em manter Jesus naquela gruta, o Sinédrio e os próprios romanos. Assim sendo, nenhum outro grupo tinha poderes para enfrentar uma escolta de soldados bem capacitamos, como aqueles, muito menos o simples é pequeno grupo de apóstolos, que hora estava reduzido ao número de onze homens.Porém, conforme Mateus 28:1–4, há um relato que descreve algo fascinante.

“1 No findar do sábado, ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. 2 E eis que houve um grande terremoto; porque um anjo do Senhor desceu do céu, chegou-se, removeu a pedra e assentou-se sobre ela. 3 O seu aspecto era como um relâmpago, e a sua veste, alva como a neve. 4 E os guardas tremeram espavoridos e ficaram como se estivessem mortos. 5 Mas o anjo, dirigindo-se às mulheres, disse: Não temais; porque sei que buscais Jesus, que foi crucificado.”

No primeiro versículo, Mateus, narra a respeito de duas mulheres indo visitar o sepulcro. Certamente elas foram para ficar à porta, já que não poderiam entrar por causa dos guardas romanos. Mas logo no versículo seguinte existe uma descrição interessante de um fato ocorrido horas antes que, fazendo uma leitura do texto corrido, pode nos faltar entendimento. Tal descrição afirma que um anjo havia descido do Céu, abriu o sepulcro rolando a pedra que o fechava, menciona o seu aspecto físico e ainda fala da fuga dos soldados.

A narração lida pode ter sido feita pelos próprios soldados aos discípulos, posteriormente, ou ainda ter se tornado uma história comum na cidade, chegando, dias depois, ao conhecimento dos apóstolos e demais seguidores de Cristo.

Os únicos fatos que podem ser contestados são os que não podem ser observados cientificamente por se tratarem de fé. No entanto, fé não falta a nenhum cientista.Podemos verificar esse fenômeno, a Fé Científica, observando a lista abaixo, que apresenta Teorias consideradas verdades absolutas, mas que não podem ser experimentadas em laboratório.

  • Dinossauros viveram há 65 milhões de anos. Prova? Carbono 14. Problema? Não podem ser reproduzidas reais condições de temperatura e pressão da suposta época.
  • O universo teve início com o Big Bang. Prova? Nenhuma. Problema? Não pode ser observado/simulado.
  • O homem evoluiu do macaco. Prova? Nenhuma. Problema? Nunca foi encontrada a última espécie de macaco antes do Homo Sapiens.
  • Toda a vida na terra evoluiu da água. Prova? Nenhuma. Problema? Impossível de ser simulado em laboratório.

Para acreditar nos relatos, testemunhas oculares e documentos, que afirmam que Cristo ressuscitou, não é necessário ter mais fé do que para acreditar que Napoleão Bonaparte, mesmo após ter sido derrotado e exilado na ilha de Elba, retornou e conseguiu destruir o exército britânico de Duque Wellington.

A vitória de Cristo, ressurgindo de entre os mortos, é um evento tão fantástico quanto histórico e pode ser perfeitamente observado através de todos os fatos apresentados.

A depreciação de todas as coisas neste planeta é conhecida, na Física, através da lei da termodinâmica, a lei da entropia crescente, na qual todas as coisas estão em desordem, queda e acabam morrendo, desaparecendo ou se transformando. A Bíblia aborda este mesmo tema em 1 João 5:19 –

“Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.”

A palavra grega que foi traduzida por Jaz, idioma originalmente usado no Novo Testamento, é Poneros, que significa aquilo que está cansado, corrompido.

Milhões de pessoas já viveram sobre a Terra, algumas ressuscitaram, mas depois voltaram a morrer. No entanto Jesus é a única pessoa que passou por todas as fases da vida, do nascimento à morte, ressuscitou e não voltou a morrer.

Entrevistando alguns cristãos e questionando a respeito dos motivos de sua fé na ressurreição de Jesus, todos foram unânimes em um aspecto: está escrito na Bíblia!

Esta frase não reflete somente a crença em um fato acontecido e relatado apenas no Novo Testamento, mas a algo que já havia sido profetizado em diversos livros veterotestamentários como, por exemplo, Isaías 7:14, 9:6 e 53:3–7, Miqueias 5:2, Zacarias 9:9 e 12:10 e Salmo 22:16–18.A promessa de um próximo retorno de Cristo, tem mantido o cristianismo vivo e os crentes em Jesus esperançosos há mais de dois mil anos, retorno este, não de um morto, mas de alguém que está vivo comprovadamente.

Por Guilherme Tavares

AS MÚSICAS BÍBLICA E SECULAR NA VIDA DO CRISTÃO

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Um dos temas mais comuns nas Igrejas cristãs contemporâneas é a música secular. As análises são inúmeras entre os que defendem que o cristão pode ouvir e aqueles que não aconselham que o crente ouça música que não é cristã.


Meu objetivo é tentar encontrar, na música, o que determina a sua posição, ou seja, o que indica de que lado ela está nesta batalha. Por isso, antes de defender um ponto de vista, mais importante é julgar a validade do texto, a letra, sua poesia. Para tanto, vamos tratar aqui pelo título de Músicas Bíblicas às músicas cristãs, e Seculares às músicas não cristãs.


O tema música é muito amplo e, portanto, muito mais eficaz será dissecá-la para compreender o que a compõe e o que é importante para o assunto que estamos tratando neste texto.


Música é uma combinação de sons e silêncios, simultâneos, obedecendo um certo limite de tempo. No sentido de organização temporal, ela pode ser subdividida em harmonia, melodia e ritmo. A harmonia é formada pelo conjunto de acordes musicais que serão tocados com a intenção de sobrepor as camadas da melodia, enquanto que o ritmo está ligado ao tempo e intensidade, ele determina a pulsação da música. A melodia é a parte da música que pode ser solfejada, solada ou cantada e, portanto, é aquela que poderá conter elementos externos como a poesia, por exemplo. Esta é a parte da música que nos interessa por enquanto.


A poesia expressa a alma de um indivíduo que representa a si próprio ou a um grupo específico. Portanto, ela é carregada de significados e princípios que foram aprendidos, assimilados pelo poeta ao longo de sua vida.


Via de regra, a cultura onde o poeta está inserido será impressa nas poesias de quem compõe. Isso pode ser claramente observado nos textos Bíblicos poéticos de Salmos, Provérbios e Eclesiastes, por exemplo, bem como em toda a Bíblia. O mesmo método pode ser aplicado às poesias Seculares.


Observando exemplos simples podemos citar Salomão, rei de Israel, e Marisa Monte, compositora brasileira nos respectivos textos:

“A resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira” em Provérbios 15:1; e

“Nós que passamos apressados pelas ruas da cidade. Merecemos ler as letras. E as palavras de gentileza” em Gentileza.


Claramente, o primeiro autor aborda o seu tema dando um conselho sábio ao leitor, enquanto que o segundo não deixa claro que quer dizer, abrindo espaço para qualquer interpretação.


O textos Bíblicos, canônicos, do qual a poesia do rei Salomão faz parte, revelam a pessoa e vontade de Deus ao homem através de seus pensamentos utilizando linguagem humana. Estes textos provocam mudança de pensamento e, consequentemente, de comportamento nos indivíduos que dedicam tempo à leitura e meditação diários.


Por outro lado, textos comprometidos com necessidades humanas ou experiências vazias não acrescentam e não melhoram comportamentos. Poesias antropocêntricas colaboram para a desconstrução de uma identidade conectada ao Teos, onde todo homem possui ligação.


Outro aspecto importante na análise das poesias bíblica e secular é o temporal. A poesia secular é dependente do ritmo, da métrica e da rima. Tire um desses elementos e tal poesia perde o sentido. Ineficaz também é traduzi-las uma vez que, longe do idioma original, perde os elementos que a compõe. Já a poesia bíblica é amparada pelo sentido do texto. Poesias com esta última característica não perdem o sentido em nenhuma instância seja o tempo, o idioma, ou a cultura. Sendo atemporais, servem para sempre.
Desta forma, a questão a ser explorada é se a música secular tem valor relevante para merecer estar em um contexto cristão.


A poesia bíblica tem absoluta autoridade e sua inspiração é verbal, plena e inerrante já que Deus é a sua causa primária, fazendo com que seu conteúdo esteja em conformidade com sua Pessoa, Propósito e Obra.


O texto sagrado contém a cultura que formou o povo hebreu ao longo dos anos. Desta forma não foi a cultura do povo que formou o livro, a Bíblia, mas o livro que formou a cultura do povo. Isto deixa claro que toda cultura local, uma vez influenciada pelas Escrituras, têm características que fazem com que os indivíduos pertencentes a ela reconhecem o seu papel diante de Deus.


A Igreja é uma microcultura social. Tal instituição é comumente reconhecida como o corpo de Cristo que está reunido em algum lugar, por exemplo: A Igreja do Brasil, A Igreja do Maranhão ou a Igreja de São Luís. A formação cultural das pessoas que integram este grupo tem a identidade formada pela Palavra de Deus. Desta forma, as poesias da música Secular não podem fazer parte da hinologia cristã porque não preenche os requisitos mínimos para tal, justificados nos parágrafos anteriores.


Dos elementos que formam a música restam harmonia e ritmo que são perfeitamente utilizáveis no contexto cristão contemporâneo. Imagine uma poesia hebraica, de um texto dos Salmos, mesclada com harmonia e ritmo brasileiros, estadunidenses ou chineses, para não citar mais exemplos. Sem dúvidas é uma combinação fascinante e praticável ao mundo inteiro, por toda a Igreja de Cristo.

Músicas cristãs, que podem ser tocadas em Igrejas, devem trazer a reflexão sobre quem Deus é, e ensinar sobre a Sua aliança com os homens, arrependimento, perdão de pecados, santificação, a criação e suas belezas, sobre o Messias, suas promessas seu retorno e o futuro do povo de Deus. Todos estes temas estão contemplados nas Escrituras Sagradas.

Ao cantar, aprendemos. A Bíblia é o melhor texto para influenciar a humanidade, são um modelo para a prática devocional através da música.

Por Guilherme Tavares

Seminário de Diaconia

Nos dias 13 e 14 de Janeiro,acontecerá na Eklésia Ministério Internacional o seminário de Diaconia.Não deixe de comparecer ao nosso evento e ser ministrado na palavra.

Podcast da Semana – Gláucia Rosane falou sobre Fé, a porção que Deus deu a cada um e como usá-la. Assine, acompanhe – www.ministerioeklesia.com

Podcast da Semana - Episódio FéPodcasts

São séries semanais de mensagens e estudos gratuitos. Se você não conhece ou não sabe como acessar Podcasts, veja como é fácil:

 

Para Android:

BeyondPod – O BeyondPod é uma das ferramentas mais completas para o Android quando o assunto é podcast. O app possui total integração com o Google Reader, o que torna o gerenciamento dos feeds ainda mais simples.

 

Para iOS:

Podcasts – Este é o App nativo para iPhone, iPods e iPads. Em Macs você pode ouvir Podcasts diretamente através do iTunes.

Baixar ou Ouvir On-line

É você quem decide! Todos os Apps de Podcasts oferecem as opções baixar ou ouvir on-line. Ouvindo on-line você estará usando seu plano de dados como qualquer outro App de Redes Sociais. Se optar por baixar, faça em casa ou em algum lugar com internet wi-fi, assim você pode baixar os episódios antes de sair de casa e ouvir sem usar seu plano de dados na hora que quiser. Você precisa apenas assinar os nossos Podcasts e todas as vezes que lançarmos um Novo Episódio, o App notificará você.

 

Onde nos encontrar?

Maneira 1: Apps de podcasts têm buscadores de Podcasts. Nós temos dois no ar, com diversos episódios cada um, Eklésia Brasil e Eklésia Adoration. Mas, se o seu App não nos encontrar automaticamente, você pode fazer facinho, manualmente;

Maneira 2: Você pode escolher a opção “Assinar Através do Endereço URL (ou algo parecido rsrsrs)” e colar o endereço de acordo com o Podcast, veja:

Eklésia Adoration – http://ministerioeklesia.com/podcast-adoration/podcast.xml

Eklésia Brasil – http://www.ministerioeklesia.com/podcast/podcast.xml

Nesta terça-feira, dia 26 de dezembro, teremos a presença dos missionários Beethovem e Gláucia Moura. Eles vão compartilhar as suas experiências com o amado povo do Kenya, além de outras experiências espirituais – https://wp.me/p6Xzk0-IJ

Culto de Missões na EklésiaNesta terça-feira, dia 26 de dezembro, teremos a presença dos missionários Beethovem e Gláucia Moura. Eles vão compartilhar as suas experiências com o amado povo do Kenya, além de outras experiências espirituais.

Nossa reunião começa às 19:30h, na EKLÉSIA, em São Luís.

Endereço: Unidade 205, RUA 205 SO, Quadra 10D, Número 121, Cidade Operária, São Luís-MA, CEP. 65.058-015.